Artigos sobre Mandalas

» ESCOLHENDO UM MANDALA

 

A escolha de um Mandala é fundamental para se alcançar bom resultado no trabalho que irá desenvolver com ela, seja meditativo ou para autoconhecimento. Não é fácil escolher um Mandala, seus desenhos são atraentes e geralmente gostaríamos de possuir muitos deles.
Trabalhar com Mandalas é trabalhar com energia. A energia é dinâmica tem movimento e pode ter direção. A energia pode se expandir, contrair, ampliar, movimentar-se lenta ou rapidamente, dirigir-se para dentro ou para fora, para as quatro direções principais, para as direções secundárias. Os Mandalas trabalham a energia de forma tridimensional e espiralada.
Para se trabalhar com um Mandala deve-se criar uma sintonia especial com ele. O Mandala irá trabalhar com você por ressonância e um vínculo forte é necessário ser criado.
Nem sempre o Mandala mais bonito ou mais cobiçado por muitas pessoas é o seu Mandala. Pode até acontecer de se querer um Mandala que fica bem esteticamente num determinado ambiente, mas outro não sai do pensamento, os dois podem até produzir o mesmo efeito, porém, o que se faz presente é o especial, vai mais fundo em você e é o que deve ser escolhido. Mandalas não se escolhem pela beleza, a não ser como objeto para decoração, na realidade não tenho claro se é o Mandala que escolhe o dono ou se o dono escolhe o mandala, mas esta questão não é importante, o importante é o que se sente, o que toca você.
O primeiro passo é observar os Mandalas que lhe chamam mais a atenção, seja por sua beleza, pelas suas formas ou pelas suas cores ou por todo seu conjunto. Mas só isso não basta, o Mandala tem de instigar algo em você, e você tem de sentir que ele mexe com seu ser de alguma forma.
O Mandala facilita uma viagem, você tem de viajar dentro dele e com ele, mas uma viagem consciente, não uma viagem criada mentalmente. É muito fácil para a mente criar devaneios, nossos pensamentos parecem correntes, um elo se liga ao outro, e quando damos conta estamos criando histórias que nada tem a ver conosco. Estamos sujeitos a receber formas pensamentos que não são nossas nem tem a ver com nossas vidas, estão também viajando pelo espaço, como as ondas de rádio. Não podemos esquecer que também somos receptores, como rádios, recebemos influencias externas. 
Ainda temos de observar que quem desenha uma Mandala coloca sua energia nesse desenho, e a qualidade dessa energia irá ser irradiada pelo Mandala. Não adianta a pessoa que desenhou o Mandala ser boazinha, ter um traço maravilhoso, um jogo de cores harmonioso, mas não estar desenvolvida energeticamente. Por isso, também, a escolha de um Mandala deve ser cuidadosa.
Às vezes fica difícil, pois os quadros de Mandalas nos chamam a atenção e ficamos sem saber qual deles escolher. Mas, sempre terá alguma que segura nossos olhos e prende nossa atenção. Enquanto houver dúvida não escolha, não tenha pressa e observe mais. Nesse momento sinta seu corpo, sua respiração entre em contato com seu ser interior. Depois se ainda estiver em dúvida não faça a escolha nesse momento, espere algumas horas, vá fazer alguma outra atividade ou até mesmo durma uma noite, deixe para o dia seguinte. Muitas vezes acontece de um Mandala, dentre as muitas que foram vistas, voltar à cabeça várias vezes, preste atenção. Isto quer dizer que este mandala está tocando você e está se fazendo presente. Então já sabe, este Mandala poderá caminhar com você por algum tempo e no momento este é o seu Mandala.

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